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quarta-feira, 14 de abril de 2010



Aquele vazio nojento volta a me atormentar e eu volto a me perguntar: onde foi que eu errei? Eu sei que eu não presto, mas eu acho que eu nem merecia essas coisas todas que acontecem comigo sem o mínimo intervalo de tempo e sem a mínima compreensão das pessoas que me rodeiam. Acho que aqueles que menos me conhecem são os que mais me entendem, é estranho, mas é isso! Há dias que sinto uma tristeza sem fim. Daquelas que nada mais me importa, o mundo cai sobre minha cabeça, o sol para de brilhar e pra mim nada mudou. É justamente nesses dias que eu mais me questiono. Tipo, porque eu sou assim? Porque meus sonhos não se realizam? Porque eu não sou boa no que faço? (mesmo me dedicando por inteiro); Porque eu não consigo manter amizades passivas? Acho que eu nasci defeituosa, eu não consigo agradar, nem se quer abdicando das minhas vontades e dos meus ideais. Só me fodo! Que merda é essa? Sinceramente, isso é decepcionante... A sensação constante de incapacidade e fracasso me rodeia e quanto mais isso acontece mais eu confirmo que eu realmente sou um ser diferente. Procuro algo que nem eu mesma sei o que é. “As lágrimas caem como algo impossível de ser cessado. Tentar falar das tristezas do meu coração? Só se for pra escutar: “Você está deprimida”; “Você é dramática demais”. Tentar ficar bem e abdicar de tudo, às vezes cansa! Eu não tenho mais forças pra passar por cima de todos os meus sonhos e tudo que almejo, fingindo que não sinto nada... Como se tivesse dentro de mim um pedaço de pedra no lugar do coração! Isso dói muito, e é injusto! Entre estas e tantas outras coisas, é melhor sofrer sozinha a falar sobre as minhas fraquezas e emoções com quem não compreende. Eu queria entender o motivo de tanta crueldade das pessoas. É aquele velho ditado: Quem bate, leva! Mas comigo não costuma ser assim. Não costumo dá o troco na mesma moeda. Os cruéis? São apenas meros serzinhos fúteis e minúsculos tentando chamar a atenção! A todos que assim me tratam, dou apenas amor, carinho, abraços, conselhos e lealdade. A vida há de fazer sua parte. Eu sei que sou um peso às vezes, imatura, mimada, chatinha e dramática, mas faz parte do meu show. Ainda espero o dia em que direi adeus a essa tristeza!

“... O medo de não ser amada é doloroso demais...”