Senhores,
É com grande insatisfação e comoção
que recebemos a notícia do pedido de demissão da professora Antônia Gondim. Assim,
diante dos fatos aos quais tomamos conhecimento, decidimos por meio desta manifestar
toda a nossa indignação para com a inércia da instituição. E ao mesmo tempo,
solidarizamo-nos com os demais funcionários que também foram vítimas do Sr.
PÓS-DOUTOR.
O que esperar de uma instituição que
tem como missão: “educar, produzir e disseminar o conhecimento,
fundamentada no princípio da formação do HOMEM PENSANTE, comprometendo-se com o
avanço e as transformações da realidade local, regional, nacional e global.” No
mínimo esperamos respeito, se não com os discentes e docentes (não
pós-doutores) e funcionários em geral, mas que respeite ao menos o que toma
para si como missão em seu website (http://faculdade.materchristi.edu.br). É, por
ora, uma questão de coerência.
Principalmente
quando nos vemos diante de uma situação de tamanha gravidade e repercussão.
Afinal, não é todo dia que temos notícias da pratica descabida de “buylling”,
por um PÓS-DOUTOR dentro do ambiente acadêmico. Foi dentro deste dito ambiente
acadêmico em que o pós-doutor praticou “buylling”, que nos, meros acadêmicos,
aprendemos as faculdades da ciência jurídica. E é para honra-la que estamos
aqui, fazendo uso do nosso senso de justiça, construído ao longo desse tempo,
com a ajuda dos verdadeiros discentes, que fazem algo além de dizer o que são, e
de exaltar os títulos que possuem. Em síntese, aprendemos com os humildes e
cheios de conhecimentos, e não com os que se consideram um fim em si mesmo.
Reconhece-se
um professor de verdade, não só quando ele ministra com maestria as matérias
que lhes são imputadas, mas quando ele conhece o aluno e a si mesmo, e sabe da
necessidade em se aperfeiçoar para encaixar-se ao ambiente em que está. A
professora Antônia era isso, sinônimo de adequação, humildade, conhecimento e
carisma. Sempre procurando a melhor forma de nos transmitir o seu conhecimento,
e principalmente, uma forma de nos permitir a troca na relação professor/aluno.
Entendamos, o magistério é isso!
Não há como separar o ser humano profissional do ser humano
pessoal, portanto, neste momento, essa é a nossa maior dificuldade,
desprender-se de vínculos selados com alguém tão especial, que nos transmite
conhecimento de uma forma tão humana, tão própria, de ‘um jeito tão Antônia’.
A indignação parte daí, como aceitar que alguém desse nível seja,
simplesmente, perdida por inércia da instituição? E o respeito para com a nossa
turma? Nos, alunos do quinto período do curso de Direito da FCTM, entendemos e
acatamos o pedido de demissão da professora, fez-se oportuno. O que não cabe, é
ficarmos com o ônus de um TÍTULO que não nos pertence.
Doravante,
aqui estamos... Tristes, indignados, revoltados, sem voz... E, sobretudo, SEM
PROFESSOR. São em momentos assim, que pensamos se fizemos a escolha certa, se
estamos no local adequado para desenvolver o sonho de toda uma vida, o sonho da
formação profissional e pessoal. Vejamos, o nosso desejo, é que os ideais da
faculdade de “Ciências e Tecnologia” sejam repensados, que os discentes, docentes
e demais funcionários possam expressar-se e ajudar a formar o HOMEM PENSANTE, que
possam contribuir com o avanço das TRANSFORMAÇÕES DA REALIDADE local, regional,
nacional e global.
Ainda
queremos ser o que sonhamos quando criança. Sim, a gente vai fazer valer aquele
“o que você quer ser quando crescer?”. Queremos ser mais, mais do que alunos
que pagam uma mensalidade para ao final do curso receber um diploma. Queremos
ser produto da transformação deste meio. Lograr êxito é consequência, o que não
pode, é desistir dos sonhos que se tem. Como diria o mestre Raul: "Eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar e
eu não posso ficar aí parado". Fica aqui o pedido de respostas positivas à
Faculdade Mater Christi, para tal situação, e o nosso muito obrigado à
professora Antônia Gondim Freire.