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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Máscaras...Máscaras,meu bem!


Nem sei se eu deveria escrever, mas como eu tenho uma mania idiota de viver escrevendo nesse blog coisas desinteressantes sobre minha vida. Não custa nada né? Mais uma vez a crise vem-me visitar, é porra! Aquela velha crise existencial. Aquele cansaço de viver sozinha, de pensar que nada tem solução, que isso realmente pode ser o fim do mundo. Da vontade de sair oferecendo minha vida por um dia, pra ver se alguém a resolve. Quando as coisas inventam de dá é errado num é aos poucos, pra dá tempo você arrumar, cai logo tudo de uma vez e te deixa no chão, sem ação! E eu to aqui no chão, escrevendo, gritando pra ver se alguém me salva porque eu estou atolada nas duvidas, pressas nos devaneios da minha mente e nas divagações do meu coração. Pensando nos sonhos que construí em cima das pessoas erradas, e agüentando o peso do arrependimento, fruto das escolhas impensadas... Não tenho mais paciência pra nada, esse tal de pré-vestibular ta comendo meus miolos, mas fazer o que né? Nem tempo eu tenho mais... A única coisa que sobra na minha vida é o sono, loucura, preguiça e o cansaço. A insegurança já é parte de mim por natureza, sempre sofro demais por achar que não to fazendo certo, que estou magoando as pessoas sempre fiz a vontade dos outros por medo de ser mal interpretada, por medo de acharem que eu estou agindo de má fé. Fica sempre um sentimento de revolta aqui dentro, que fica cada dia mais apertado e mais difícil de ser controlado. Essa minha insegurança me da cala frios, me faz sentir coisas que eu nunca imaginei. É tão forte que pode ser vista pelos olhos alheios. Às vezes eu fico pensando que isso é coisa de quem não tem o juízo certo, se bem que eu nem sei o que é certo pra me julgar assim. É terrível, as duvidas vem de todos os lados e as tristezas vão nascendo, se procriam com maior facilidade... É como se eu perdesse algo que nunca me pertenceu, algo que realmente nunca foi meu. É uma falta se sentimentos bons, saudades de algo que eu também não sei o que é não sei se tive, só sei que tenho saudades, até dos momentos não vividos. No fundo eu devo ter feito teatro na outra vida, para ter adquirido tanto conhecimentos de como atuar, eu deveria ser a atriz mais bem paga da rede globo, tenho capacidade de atuar 24H em um dia, tem noção do que é que você fingir tanto o que não é, que você chega ao ponto de acreditar que é... Sem ser. Confuso não? Pois é devo ter alma de atriz. Tenho o dom de ser culpado, mesmo sendo uma das criaturas mais inocentes. Nessa minha vida de atriz eu quase consigo ser feliz, às vezes até consigo por alguns instantes. Como diria a poetisa: “Eu sei enganar, eu sei fingir, eu sei atuar na minha própria vida”. Distribuo sorrisos falsos sem medo de ser desmascarada. Na vida, se você não arrisca, vem outro e creu, a sociedade necessita ao menos de pessoas que finjam estar feliz, para passar um ar harmônico aos outros, é a velha política de boa vizinhança... Faço isso tudo só para que minha verdade não seja questionada. Finjo interesse, chego até a me interessar por vezes, eu engano tão bem, que até me perco. Máscaras, nada mais que as belas, máscaras... Isso tudo pra não exibir o ser fútil que habita em mim. Eu não quero mostrar a verdade, é isso! Só eu convivo com ele, quando eu vou deitar A verdade eu convivo todos os dias, quando chego em casa e tiro a máscara da personagem do dia, quando me dispo de todas as suas frases prontas, de todos os seus trejeitos, de toda graça que ela possui. A verdade é aquela que me deparo à noite, sozinha no meu quarto, e garanto ela é um saco. Ok, me feri com meu orgulho e vejo isso com clareza. Ah, que porra! Eu mesma dei tchau a minha felicidade, também, era o que eu queria mesmo, não posso nem abrir a porcaria da boca pra reclamar. Poxa, a felicidade tinha que ser tão obediente? Eu nunca me importei em não ser compreendida. Por hoje é só não ta saindo mais nada, as palavras fazem fila pra sair da minha boca, e eu já to falando besteira demais...
Que fique bem claro que eu menti pra vocês, só pra não assumir pro meu coração.

quarta-feira, 14 de abril de 2010



Aquele vazio nojento volta a me atormentar e eu volto a me perguntar: onde foi que eu errei? Eu sei que eu não presto, mas eu acho que eu nem merecia essas coisas todas que acontecem comigo sem o mínimo intervalo de tempo e sem a mínima compreensão das pessoas que me rodeiam. Acho que aqueles que menos me conhecem são os que mais me entendem, é estranho, mas é isso! Há dias que sinto uma tristeza sem fim. Daquelas que nada mais me importa, o mundo cai sobre minha cabeça, o sol para de brilhar e pra mim nada mudou. É justamente nesses dias que eu mais me questiono. Tipo, porque eu sou assim? Porque meus sonhos não se realizam? Porque eu não sou boa no que faço? (mesmo me dedicando por inteiro); Porque eu não consigo manter amizades passivas? Acho que eu nasci defeituosa, eu não consigo agradar, nem se quer abdicando das minhas vontades e dos meus ideais. Só me fodo! Que merda é essa? Sinceramente, isso é decepcionante... A sensação constante de incapacidade e fracasso me rodeia e quanto mais isso acontece mais eu confirmo que eu realmente sou um ser diferente. Procuro algo que nem eu mesma sei o que é. “As lágrimas caem como algo impossível de ser cessado. Tentar falar das tristezas do meu coração? Só se for pra escutar: “Você está deprimida”; “Você é dramática demais”. Tentar ficar bem e abdicar de tudo, às vezes cansa! Eu não tenho mais forças pra passar por cima de todos os meus sonhos e tudo que almejo, fingindo que não sinto nada... Como se tivesse dentro de mim um pedaço de pedra no lugar do coração! Isso dói muito, e é injusto! Entre estas e tantas outras coisas, é melhor sofrer sozinha a falar sobre as minhas fraquezas e emoções com quem não compreende. Eu queria entender o motivo de tanta crueldade das pessoas. É aquele velho ditado: Quem bate, leva! Mas comigo não costuma ser assim. Não costumo dá o troco na mesma moeda. Os cruéis? São apenas meros serzinhos fúteis e minúsculos tentando chamar a atenção! A todos que assim me tratam, dou apenas amor, carinho, abraços, conselhos e lealdade. A vida há de fazer sua parte. Eu sei que sou um peso às vezes, imatura, mimada, chatinha e dramática, mas faz parte do meu show. Ainda espero o dia em que direi adeus a essa tristeza!

“... O medo de não ser amada é doloroso demais...”

domingo, 21 de março de 2010

Drama? Problemas? Saudades? DECIFRA-ME


Como de costumo vim escrever pra me sentir mais leve, estou naquela deprê que só Cristo salva! Porque será que é tão difícil manter uma relação passiva entre seres humanos? È cada coisa estranha, sem sentido... Não deveria ser ao menos um pouquinho fácil? Alguém ai se habilitar a tentar me explicar o porquê dessa dificuldade toda? Sinceramente eu to pensando até em comprar um cachorro pra ver se eu me sinto mais a vontade com ele e sem temer nada dizer todas as saudades e as verdades do meu coração! Minha vida tá um verdadeiro caos... Ano de vestibular, estou longe de casa, convivendo com pessoas que em nada se compatibilizam comigo (sentiu o drama?), saudades da minha mãe, e incompreensão por parte dos meus “melhores amigos”. Ainda bem que o meu amor continua sendo platônico, só assim eu sofro, só que de uma maneira mais confortante, por saber que ele está me magoando sem querer, de certa forma é o que me dá forças em algumas horas... Ter a certeza que o amo sem querer nada em troca, nem ao menos o seu amor... Amo porque sinto a necessidade de tê-lo dentro do meu coração, sempre pertinho de mim! Quero ser premiada com a compreensão dos meus amigos, ser acalentada em um ombro amigo sincero e seguro, mas, como sempre não dá. Porque tudo é difícil pra mim? Porque meus problemas, não são problemas? Porque aos olhos alheios minhas tristezas não passam de dramas? No fundo, às vezes exagero, passo dos limites mesmo, mas tenho cá minhas razões. O que eu queria mesmo era voltar pra casa e procurar valorizar tudo aquilo que parecia fútil e minúsculo, da atenção a quem realmente me ama e me quer bem. Deitar no colo dos mesmos e me sentir seguro, de uma forma que nada possa me atingir, ou abalar a minha felicidade, mesmo que momentânea... Eu quero meus escudos pessoais de volta, eles são tudo que eu tenho. Quero de volta minhas conversas com meu espelho humano, nossas discussões extra-filosoficas! Quero poder dormir agarradinha com a minha mãe, sem medo de acordar e da de cara com quem não quero. Quero de volta as amizades de algum tempo atrás, que a cada dia que passa se torna mais difícil de ser mantida! Será que eu consegui passar o que eu estou sentindo? Bem, meu estado de espírito nunca esteve tão nítido diante dos meus pobres olhos (muito freqüentemente cheirados pela baixinha ¬¬). Quanto procuro explicações, mais vejo quantos os que me rodeiam são mesquinhos. São todos muito valorizados para fazerem parte do meu imundo coração! Creio que todos vivem, exceto eu... Pois apenas sobrevivo sobre a tortura daqueles que dizem me amar. Todo mundo que conheço se realiza totalmente mesmo que por um momento, e eu? Como sempre mal vista aos olhos de todos! Eu queria entender porque me dizem que sou tão dramática, será que eu tenho a devida obrigação de ficar calada diante dos sentimentos que explodem dentro de mim, a ponto de me levar a outro mundo, sem me da ao menos o direito da palavra. Essa tal vida... É um fenômeno ainda incompreendido por mim. É só um jeito de ser. Enquanto alguns dizem que eu sou diferente, eu observo porque os "alguns" são todos iguais. Tá bom, às vezes é bom parar de reclamar. Por hoje foi só, assim que eu arrumar uma vaguinha no PC eu posto mais.
Enfim, é hora, de tomar a decisão, é hora, de cuidar do coração que chora com saudades!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


Como sempre, mais uma vez, pra variar, me encontro em um estado emocional não muito bom! Novidade seria se eu viesse aqui falar que estou feliz e que tudo começou a fluir, já está até virando rotina esses meus textos dramáticos e com o gostinho “amargo” do desamor. Não ah mais nem o que falar, o que lamentar, o que posso fazer se não consigo parar de amar? Tenho passado por situações que enfraqueceram o meu ser. Segui vários caminhos, caí em encruzilhada, resolvi uns impasses e aonde cheguei? Lugar nenhum? É, esse dito cujo aí, caminhos malvados, me levaram ao desgosto! È fácil culpar os outros e o destino por minha vida está assim, mas não irei fazer isso, estou assim porque quero, o papel deles é esses mesmo tentar fazer com que eu recue, desista de mim, fazendo sempre com que eu vá pelo caminho mais fácil, que nunca, nunca mesmo é o melhor. Aprendi que nada cai do céu, só chuva! Cheguei aqui, não por falta de oportunidades de ser feliz, mas por medo de tentar, medo de magoar o próximo... Aaaah, esse meu medo me dá medo! Meu medo me fez sabotar a minha oportunidade de ser feliz, droga! Mil vezes droga! O tempo não parou, não me deixou pensar, a oportunidade se foi, fugiu de mim. “Sonhos, realidade e dificuldades”. Três palavras que fazem parte do meu dia-a-dia. Sonhos sempre inacabados, realidade cruel e dificuldade constantes. Crio meus sonhos e tento colocá-los em prática, vou caminhando na direção dele, mas ai vem à dificuldade e bate de frente comigo, tento resisti, mas, levo uma rasteira, mergulho na minha realidade e esqueço meus sonhos. E em uma coisa eu sou boa, tenho criatividade para me enganar. Até me surpreendo com essa minha capacidade. E no fim são sempre essas as palavras ditas por mim: “Na verdade eu não queria isso tanto assim! Não tinha mesmo tanta importância”. Fico mentindo pra mim, dizendo que era algo pequeno e sem importância, que nada veio, aquilo era meu sonho, uma chance pra eu ser feliz e eu desistir pra agradar alguém. Sabe quem me fez desistir novamente? O medo, o medo do abandono! Quando mais eu tenho medo mais me aproximo do abandono acabo criando vínculos tortuosos com as pessoas, ah uma cobrança muito grande, um ciúmes besta! Esse é o meu erro, matar o que eu mais quero, a minha felicidade! Eu nunca sei, sempre deixo rolar. Sigo sempre o caminho que tem mais coração... Me arrependo por amar e errar demais.

domingo, 13 de dezembro de 2009

VAZIO


Parece que de uns dias pra cá tudo na minha vida resolver dá errado. Aquele amor proibido e não correspondido reina dentro de mim, o vazio toma conta de todo o corpo, só me resta agora alguns pedaços de um coração burro, que nunca se sente casado! Meu Deus, que sentimento mais estranho, ta tudo tão sem vida, sem rumo, sem objetivo algum. E a tal luz no fiz do túnel? Cadê? Será que justamente a minha luz ta queimada? Acho que meu coração é tão pacato que nem tem energia elétrica tem apenas uma lamparina que se apaga ao cair das minhas lagrimas inesgotáveis... É uma saudade tão entranha, às vezes não sei por que sinto, nem de quem... Às vezes sinto de todo mundo, até de mim mesma! Onde todo este vazio começou? Porque eu deixei ele se alojar em mim? Eu me sinto vazia de objetivos, onde foram para todos os meus sonhos? É um vazio de forças para recomeçar. É um vazio de mim mesmo... “Meu ser está aprisionado em mim”. Eu já ouvi tanto os outros dizem essa frase mais nunca pensei que um dia chegasse minha vez de saber o seu verdadeiro sentido. Cara, seu eu contar ninguém acredita, já fiz tanta besteira nas tentativas de preencher esse meu vazio, foram muitas mesmo! O temor de todo esse vazio está me sufocando por dentro! Como diz a sabia Ana Carolina: “... eu sou feita pro amor da cabeça aos pés e não faço outra coisa do que me doar. Se causei alguma dor, não foi por querer nunca tive a intenção de te machucar...”